terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Dicas - Presentes de natal cheios de estilo!

Olá pessoal, eu e o blog Curvas Livres nos unimos para trazer uma postagem super bacana para vocês, nós saímos em busca dos melhores presentes para dar neste natal. Encontramos lojas super bacanas aqui em Fortaleza e com o preço bem legal também!




A primeira loja inaugurou recentemente, mas já tem vários itens super legais para deixar qualquer um louquinho para levar tudo! Separamos alguns itens no valor de até R$ 50,00. :)


A Fink Design Store fica na rua Ana Bilhar, 987/ Sala 107 - 1º andar ( Entrada pela rua Prof. Dias da Rocha) De segunda a sexta das 9h às 12h- 13:30h às 19h. Sábado das 9h às 13h. Tel: 9-86920834.

Sem contar que o atendimento é muito bacana, sempre atenciosos e prestativos. Super indicada! :)


A segunda loja é tão legal quanto a outra, os produtos tem uma outra linguagem, mas todos são muito lindos! O atendimento também é Maaaara! :)

A Mania d' Casa fica bem no coração da Aldeota, ali na rua Marcos Macêdo, 655 - loja 8!


E por fim a terceira loja já é uma queridinha nossa de longa data, sempre que entramos nessa loja, esquecemos de tudo, pois, todos os produtos são super legais e lindos e maravilhosos e tudo de bom! É tanta criatividade junta que não tem fim.

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Lá na Joy, tem muita coisa para garimpar, eu particularmente amei os bonecos articulados e o preço até agora foi o mais acessível, pois já havia procurado em vários locais e na Joy é onde tem o melhor preço :) Sem contar das novidades para os fãs de Star Wars (eu), só indo lá pra conferir de pertinho! Tá indicada viu!

Quer saber mais? Segue a gente lá no insta, lá tem videozinho e muito mais dicas sobre o dia maravilhoso de hoje!
@BLOGSAYONARADESIGN
@CURVASLIVRES!

Beijo da Say!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Urbanismo - Meta sistemas de fluxo urbano.

Recentemente ouvi uma expressão que até pouco tempo desconhecia, Meta sistemas de fluxo urbano.
Mas o que é isso? E como podemos aplicar essa técnica, termo ou seja lá o que for no nosso sitio de atuação?
Foram essas as questões que me perguntei enquanto lia o texto que abordava tal assunto.


(Professional Category Third Place: Cleantech Competition Entry by Buro Happold / Mia Lehrer & Associates / Elizabeth Timme / Jim Suhr Los Angeles, USA) 



Em síntese, meta sistemas significa um conjunto de fluxo de uma cidade englobado num todo (pessoas, água, energia, resíduo de materiais).
Reconhecer a importância do meta sistema de fluxo marca uma mudança significativa para as infra-estruturas urbana e é ai que entra um termo já bem conhecido, a ecologia.
Como definição, entende-se por ecologia o estudo das relações de um organismo vivo e seu ambiente e sistema sustentável é aquele onde um organismo persiste ao longo do tempo adaptando-se as circunstâncias do meio,ou seja, o que entendemos (para a maioria) por sistema sustentável não é apenas questões relacionadas à eficiência energética e redução de emissões. Vai além disso!

Mas o que isso tem a ver com meta sistemas de fluxo urbano?

Tem tudo a ver, quando relacionamos a ecologia urbana com os meta sistemas de fluxo urbano, podemos criar um novo modelo de projeto de infra estrutura urbana, já que o antigo era baseada em equações simples de fluxo que geram poucas noções de qualidade de espaço e esse novo modelo é baseado em um noção de fluxos tecnicamente eficientes, com zonas de expansão urbana ao lado das artérias de tráfego.

Talvez um dos grandes impasses para a implantação efetiva deste modelo de projeto das infra - estruturas urbanas seria a questão cultural, visto que a mesma não é estável e se desenvolve com o passar do tempo, ela é um percurso de criação e moldes de nossas cidades e a implantação deste novo sistema geraria uma "dureza" no que tange à desenvolvimento emergente, ou seja, ele nega qualquer desenvolvimento informal, independente e imprevisível.

Por fim, quero mostrar alguns projetos que tem sido desenvolvido com base neste princípio, todos com colaboração de seu principal expoente Buro Happold.

1- Wadi Hanifa, em Riad

Um antigo depósito de lixo, o rio estava totalmente deteriorado devido aos efeitos da poluição gerada pelo crescimento desordenado da cidade. A recuperação do rio foi feita usando plantas de biotratamento através da criação de viveiros aquáticos utilizando materiais locais. Hoje o local se tornou uma referência turística e os autores do projeto acreditam que isso só está sendo possível porque a população interviu e se uniu à decisão de mudança. Ou seja, a questão cultural é fundamental para a eficácia do projeto.




(imagens: http://www.arquitecturaviva.com/)





2- High Line, NYC
Neste caso a intervenção foi feita sob uma antiga linha de trem, ele alterou o ritmo da cidade, tornando-se um atrator e catalisador da regeneração urbana com o impacto positivo da sua vizinhança.
E é justamente este elemento que detém a capacidade de adaptação que prova ser um meio de gestão de espaço público.


(imagem: http://www.burohappold.com/)


 Em resumo, citando o autor do texto que norteou esta postagem: 

“Os projetos descritos aqui mostram a prestação de uma infra-estrutura com qualidades emergentes que se desenvolve em torno dos pontos atratores e tem a capacidade de melhorar a qualidade dos espaços urbanos e transformar espaços urbanos inteiros... eles exemplificam as ideias por trás de uma abordagem alargada com a sustentabilidade que não só olha para os aspectos imediatos de energia e de recursos consumo, mas na ecologia urbana, o seu desenvolvimento sobre tempo, e as necessidades de espaço informais para facilitar este futuro flexibilidade e adaptabilidade."


Então pessoal, é isso, espero que tenha conseguido esclarecer, sei que é um tema bem complexo e continuarei pesquisando sobre, assim que tiver evoluído um pouco mais, posto aqui para compartilhar com vocês!








sábado, 15 de agosto de 2015

Das coisas nascem as coisas.

Certamente você que estuda arquitetura ou design já deve ter lido alguma obra de Bruno Munari, se ainda não leu, tem que ler. Ele foi um artista, escritor, arquiteto, designer, educador e filósofo italiano e dentre os seus livros existe  este que virou título da postagem!


Bruno Munari
(imagem da web)


Das coisas nascem as coisas é quase que uma receita de bolo, onde o autor nos mostra um passo a passo para projetar.

"Projetar é fácil quando se sabe como fazer. tudo se torna fácil quando se conhece o modo de proceder para alcançar a solução de algum problema..." BM

E é sobre esse método que vim compartilhar com vocês hoje.


(imagem da web)

OBS: existe outra ilustração de capa, mas o que eu li foi esse da foto.


Segundo o autor, não devemos projetar sem um método e também não devemos pensar de forma artística buscando logo a solução para o problema proposto. Porém esse método não é absoluto e nem definitivo, podendo ser alterado e melhorado conforme um profissional encontre uma solução mais eficaz.

O método que ele nos mostra consiste em 12 passos.

1- Problema
O problema do Design resulta de uma necessidade. Archer.
A solução de tais problemas resulta na melhor qualidade de vida das pessoas.
Como resolver esses problemas é o que vamos ver agora.

2- Definição do problema
Definindo o problema é possível definir os limites dentro dos quais os projetistas irão trabalhar.

3 - Componentes do problema
Nada mais é do que dividir o problema em subproblemas e analisá-los minuciosamente.
Depois vejam o método cartesiano.

4- Coleta de dados
A coleta de dados é necessária para analisarmos tudo o que já foi feito e pensado antes.
Sendo assim diminuímos as chances de fazer algo que alguém já fez.

5- Análise de Dados
A análise deverá ser feita para fornecer informações acerca do que não deve ou do que se deve fazer.

6- Criatividade
É nesta hora que entra a criatividade e segundo o autor; "Enquanto da ideia , ligada a fantasia, pode chegar a propor soluções irrealizáveis por razões técnicas, materiais ou econômicas, a criatividade mantém-se nos limites do problema."

7 - Materiais e Tecnologia
São de extrema importância para a realização do projeto.

8- Experimentação
Essa é a hora dos testes, dos protótipos.

9- Modelo
O modelo é justamente a futura solução do problema, são esboços.

10- Verificação
A verificação é justamente a etapa que comprova ou não se o projeto é viável.
Lembrando que: O belo é a consequência do justo. preceito japonês.

11- Desenho de construção ou desenho técnico
Como o próprio nome já diz, é a fase técnica para finalmente ser executado o projeto.

12- Solução
E por fim, só ai que temos a solução.

(imagem da web)



Acredito que agora fica bem mais fácil projetar né?!?!
Aconselho que leiam o livro, pois lá tem muuuuuito mais informações preciosas sobre o ato de projetar.


Beijo da Say e continuem acessando ;)


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Dica de Leitura - A invenção do projeto. Gildo A. Montenegro

Hoje quero compartilhar com vocês um livro que li durante essa semana e que achei muito mais muito legal. A leitura é super fácil e dinâmica, com várias ilustrações e a formatação não é nada cansativa.

(imagem da web)


O livro é esse dai da imagem, ele me surpreendeu bastante, pois além de falar do processo de projeto, o autor começa mostrando algumas lições sobre vida, sociedade, filosofia e profissão.
Selecionei algumas frases que achei bastante interessante, espero que seja um incentivo para vocês lerem também.

Sobre o primeiro capítulo. Viver á vida.

- Não tenha medo de se expor aos riscos. (pág 8)

- Não pode haver paz e  harmonia no mundo poluído por confusão e ruídos. Então, desligue-se dele.(pág 8)

- Tudo o que é fácil já foi feito. Você terá pela frente o difícil. (pág 9)

- Você precisa deixar de ser automatizado, robô da rotina. (pág 9)

- Não vá cair no lazer programado. (pág 12)

- Nunca permita que pensem por você. Saia da prisão da vida bitolada, das coisas prontas. Não entre na correria do mundo. Não se importem com o que os outros dizem às suas costas... (pág 14)

Capítulo 2. O sucesso pessoal e profissional.

- O sucesso é uma opinião, um ponto de vista. (pág 15)

-  Você precisa acreditar em si mesmo. Acreditar que você mesmo pode planejar, programar e controlar sua mente, portanto sua vida. (pág 16)

_ Capitalizar os bens todo mundo sabe; importante é se enriquecer com as perdas. Isto é, usa-las para obter vantagens que você não possuia antes. (pág 18)

- Sucesso atrai sucesso. (pág 22)

- O escravo psicológico talvez seja o pior de todos os castigos. No entanto é muito comum... isso acontece a quem não tem um objetivo. (pág. 25)

- Preocupação exagerada é uma doença mental. (pág. 26)

Sobre o capítulo 3 - Uma grande descoberta.

- Descoberta é a percepção de uma coisa existente. (pág 29)

- Invenção é a criação de uma coisa que não existia antes. (pág 29)

O quarto capítulo ( O cérebro e suas funções) é mais "complexo", mas bem interessante, mas esse eu vou pular as citações. Vamos para o quinto; A sabedoria confirmada.

- O indivíduo criador é uma personalidade com traços femininos. (pág 47)

- A habilidade manual e a inteligência andam juntas (pág 48)

Já no capítulo 6 - O projeto: Metodologia ou criatividade?

- Projeto é  técnica e arte, raciocínio e emoção, um ponto de equilíbrio entre razão e sentimento. (pág 50)

- ... o projeto tente a se tornar uma alternativa matemática e não o resultado de um processo de criação. ( pág 51)

-  ... a imaginação é a única liberdade verdadeira que resta no homem. (pág 57)

No capítulo 7 - Explicando a criatividade.

- ... imaginação é sonho, é projeção, é fantasia ... criatividade é imaginação mais realização, expressão, construção. (pág 60)

- A criação inclui percepção, sensibilidade, raciocínio e ação. (pág 61)

- Limitar a criatividade ao campo profissional é fechar as portas a um mundo vasto, rico e alegre que fica do lado oposto da vida bitolada, rotineira e sem espírito. (pág 67)

O oitavo capítulo é um dos mais interessantes, pois é quando o autor mostra como aplicar a criatividade, tem várias dicas que não vou citar aqui (rsrsrs), para que vocês possam ler o livro. O nono ele nos ensina a desenvolver a criatividade. 

Por fim no décimo capítulo ele nos mostra algumas características do indivíduo criativo.. São elas:
Sensibilidade para problemas
Fluência de pensamento.
Flexibilidade.
Originalidade.
Redefinição do material.
Motivação
Autoconfiança
Audácia
Isolamento

E finalmente do 11º capítulo ele nos mostra os métodos intuitivos, que são nove.

1- Existe um processo lógico para invenção.
2- O método de invenção é um só.
3- A invenção se faz no consciente.
4- É preciso desbloquear o inconsciente.
5- Inventar é uma paixão.
6- As melhores invenções não são de especialistas.
7- A fantasia é irmã da invenção.
8- Da bissociação nascem as coisas.
9- O grupo é mais fecundo.

Então, essa é minha dica de leitura. Espero que gostem!
Beijo da Say e continuem acessando!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

São Paulo Design Weekend !

A partir do dia 12 de agosto, começa em São Paulo o festival urbano conhecido como Design Weekend! Mas não é só de Design que eles falam não, tem também arquitetura, decoração, arte, urbanismo, inclusão social, negócios e inovação tecnológica.



São vários eventos acontecendo ao mesmo tempo, desde palestras à visitas guiadas, concursos, lançamento de produtos e muito mais, tudo organizado em uma programação oficial.

Nem todos os eventos são abertos ao público, mas existe muita coisa que pode ser conferida por todos.


O evento acontece na cidade de São Paulo, entre 12 e 16 de agosto.

Para mais informações acessem o site oficial: http://www.designweekend.com.br/wp/index.php/sobre-o-dw/


Beijo da Say e continuem acessando!

sábado, 18 de julho de 2015

Mostra Casa Cariri !

Gente, vai acontecer uma mostra de decoração super bacana que é a Casa Cariri e neste ano tem palestra com o meu Designer-Inspiração MARCELO ROSENBAUM!





O diferencial desta mostra é o seu conceito, segundo os organizadores a mostra trata:

"Mais que um simples evento de exposição e contemplação, a Casa Cariri Mostra promove a união e a mescla entre aquilo que é moderno e de vanguarda e elementos tradicionais e regionais que resgatam e valorizam as raízes e a identidade de uma região. Com olhares voltados para inovação e sustentabilidade, A Casa Cariri Mostra promove reflexões, ideias, informações e encontros entre marcas, produtos, serviços e consumidores interessados em interagir com ambientes e expositores."

São 15 profissionais que marcarão presença na mostra, mas voltando ao Marcelo... Ele vai ministrar uma palestra no dia 07.08.15 sobre o tema: Design Essencial, onde as relações pessoais transcendem o objeto e recriam formas a partir das mais modernas técnicas que o design tem a oferecer.




Informações Básicas!

A mostra começa dia 26 de julho e vai até 16 de agosto de 2015

Endereço: Bairro Lagoa Seca, R. Dr. Mauro Sampaio, 300 - Juazeiro do Norte - Ceará, Brasil

Telefone: +55 (88) 3085.1323

E-mail: infor@casacaririmostra.com.br

terça-feira, 14 de julho de 2015

O uso da cor no ambiente !

Oi gente, hoje o assunto é um dos meus preferidos, o uso das cores nos ambientes!



Os aspectos físico, cognitivo e psicológico influenciam todas as atividades humanas, principalmente o labor, quando nós conseguimos adequar esses três aspectos podemos projetar ambientes seguros, confortáveis e eficientes.
E é sobre isso que irei falar hoje para vocês.


Primeiramente vamos entender o papel das cores na nossa vida, seja no ambiente que frequentamos, no vestuário, alimentação, sentimentos, enfim...

As cores influenciam nosso comportamento, elas podem transmitir mensagens e até mesmo predispor estados de humor. Há quem ache isso uma tremenda baboseira, mas existem estudos conceituados sobre o uso da cor nos espaços e é nisto que eu acredito e todos estamos sujeitos à ação das cores, seja pela representação psíquica, sensibilidade ou estímulos.






Na arquitetura, através de um complemento ambiental e de satisfação da concepção e da organização de espaços e especialmente na arquitetura hospitalar, o uso das cores auxiliam na cura de enfermidades e nos sentimentos do paciente.

Agora, vamos entender um pouco sobre a " parte técnica" das cores.

A cor é dividida em quatro planos: 
1- Físico ( Envolve a luz, a luminosidade)
2- Químico ( Envolve pigmentos e combinações)
3- Sentidos ( Abrange a fisiologia e a psicologia)
4- Afeto (Envolve significados que variam de cultura para cultura)

Terminologias básicas!
Matiz: proporção que cada uma das cores são percebidas.
Claridade: Atributo segundo o qual uma área aparenta emitir mais ou menos luz.
Saturação: Proporção de croma de uma cor em relação à sua claridade

Vale salientar que não podemos enxergar todas as cores, o olho humano apenas 1/8 de luz visível, o restante é luz ultravioleta ou infravermelho. Mas conseguimos perceber até 165 tons

Cores primárias: amarelo, vermelho e azul
Cores secundárias: laranja, violeta, verde e rosa.


Agora vamos precisamente ao assunto do tema, a aplicação da cor na concepção de espaços físicos.
Para ficar mais fácil de entender, vou listar umas noções básicas.
1-  O uso correto das cores representa o aumento da produtividade, bem como o uso incorreto proporciona o abstencionismo nas empresas.

2- O uso correto das cores pode suavizar problemas de estrutura física, quando modifica a percepção do ambiente tornando maior ou menor de acordo com a necessidade do usuário.

3-  A configuração das cores para cada ambiente deve levar em conta as características fisiológicas e psicológicas de seus usuários.

4- Ao optar por uma cor, deve-se atentar para o tipo de iluminação, pois fisiologicamente a luz afeta a percepção visual da cor.

5- Cores frias dão a impressão de ambientes maiores, enquanto das cores quentes diminuem.

6 - Evitar cores contrastantes próximas na área de trabalho, pois aumentam a fadiga.

7 - Evitar cores primárias muito fortes que podem ocasionar uma sensação de pós-imagem

8-  Usar cores intensas e estimulantes em ambientes de pequena permanência ( corredores, banheiros, escadas) para torna-los mais atrativos.

9-  Dosar o uso de cores de acordo com as necessidades. Cores frias são ideias para ambientes de relaxamento, quando em excesso pode tornar o ambiente depressivo. Cores quentes atuam em ambientes mais excitantes, quando em excesso gera estresse.

10 - Considerar o propósito primeiro da cor. Escola =  conforto visual; Igreja = dignidade ; Circo = excitação.


Mesmo com toda essa importância do uso das cores devemos também trabalhar  a funcionalidade, com aspectos agradáveis relativos à iluminação, ventilação e circulação.


Curiosidades!!

A percepção humana é sujeita à indução espacial, ou seja, a visão de uma superficie colorida exerce influencia na superfície colorida vizinha; quanto mais complementar for a cor, maior será essa influência.


Beijo da Say e continuem acessando ;)

Fonte: Artigo: O uso da cor no ambiente de trabalho: uma ergonomia da percepção. 


sábado, 4 de julho de 2015

As top tendências de Design de Interiores para o futuro. WGSN

Olá pessoal, quem me acompanha no instagram (@blogsayonaradesign) viu que nesta semana estive num evento super bacana patrocinado pela DOCOL, o Design Meeting by WGSN que ocorreu na loja mais cool de Fortaleza, a Desconexo Design ( Adooooro).
O evento trouxe a gerente de projetos da WGSN, Bruna Ortega, para falar sobre as top tendências de interiores para o futuro, então, eu resolvi compartilhar com meus leitores um pouco do que rolou neste evento. :)

A WGSN é uma empresa que trabalha pesquisando tendências de moda estilo de vida e interiores, análise de varejo, styletrial e consultoria. E segundo eles, daqui a dois anos o que vai "bombar" no mercado da decoração, design de mobiliário, moda e enfim são os seguintes conceitos:



Acabamentos chave:
1-  Texturas e imperfeições naturais

(imagem da web)
Pergolado feito com toras de madeira e forro em bambu, com mesa e parador aem madeira de demolição ressaltam muito bem este primeiro conceito.
2 - Brilhante X Fosco
(imagem da web)
Brilhante dos móveis projetados x o fosco da madeira da mesa de jantar, combinam muito bem e trazem uma sensação de paz ao ambiente.

3 - Encerado


4 - Papel Machê
(imagem da web)

Cortina que divide o ambiente,feita em papel marchê.

5 - Visual laqueado e molhado


6 - Cores saturadas
(imagem da web)
As cores saturadas podem vim não somente nas paredes, mas no mobiliário também.

7 - Madeira manchada
(imagem da web)
Madeira manchada com sua textura natural não fica somente no piso, mas começa a aparecer nas paredes também.

8 - Cerâmicas foscas

Materiais chave:
1 - Madeira clara e sem tratamento

(imagem da web)

2- Cortiça
(imagem da web)

Ambiente com madeira em dois tons no piso à fibra natural de cortiça.

3 - Mármore
(imagem da web)

4 - Couro liso

(imagem da web)

5- Concreto e massa corrida polida

(imagem da web)


6 - Polpa de papel e lascas de madeira

(imagem da web)
Lascas de madeira presente nos painéis divisórios do corredor.


7 - Platina escovada, cobre pálido, dourado claro e bronze

(imagem da web)

8 - Materiais inspirados em frutas e vegetais

                          
                                                                               (imagem da web)

9 - Espelhos
 (imagem da web)

10 - Aço inox

                                                                  (imagem da web)


11 - Vidros e resinas coloridos

(imagem da web)


Os pontos chave serão:
1 - O banheiro ganha espaço na casa e vira um ambiente de relaxamento.
2 - O estilo de ambiente começa a ser repensado e lógicas de outros ambientes, como quarto, sala e cozinha chegam na área de banho.
3 - O conforto da sala de estar chega ao banheiro, começam a surgir novos elementos nos cômodos, como livros, abaju, lareira e televisão.
4 - Paineis de madeira, papel de parede começam a ser repensados e adaptados para compor este novo banheiro.

Beijos da Say e continuem acessando ;)

sábado, 6 de junho de 2015

Teoria - Aprendendo com Las Vegas e os movimentos pós-modernistas.

Oi gente, hoje irei falar um pouco de teoria da arquitetura e o assunto em questão é uma análise e comparação do livro cânone da arquitetura pós - moderna, esse livro é Aprendendo com Las Vegas do ganhador do Pritzker Robert Venturi, e com participação de sua esposa Denise Scott Brown e Stven Izenour, comparando com os movimentos pós modernos que se sucederam.




Em síntese o livro Aprendendo com Las Vegas trata-se da discussão do simbolismo na arquitetura, baseado num estudo feito pela strip de Las Vegas, além disso, é uma crítica ao modernismo, pois os autores consideram tal movimento dogmático e utópico e nos mostram como podemos aprender com a paisagem existente e comercial dita feia e banal.
A condição da arquitetura moderna era ser a solução para os problemas funcionais e morais, era o esforço totalitário para impor uma única verdade, mas essa condição mudou conforme o tempo e os hábitos e assim explodiu novas formas e variedades de estilos, tais como o pós-moderno, o hight – tech, orgânico a revivência clássica e o desconstrutivismo e viu-se que a tecnologia, aliada com a liberdade econômica e as políticas disponíveis muda a arquitetura para rumos inesperados.



 A condição pós- moderna sugeria a integração de estilos novos e antigos, ela é contra a racionalidade que a arquitetura moderna ditava e também rejeita o compromisso que o modernismo retinha com o desenvolvimento social, diante da padronização da sociedade industrialista eles valorizam as diferenças, e é justamente a contraposição do universal ao local que leva os arquitetos pós-modernos a reabilitar os traços da história, exemplo disso foi o gesto inicial da fundação do movimento pós-moderno na Bienal de Veneza (1980) que faz apelo a história através do documento inicial teórico. Os pós-modernos procuravam vincular sua proposta estética à emergência de um novo contexto social, ele pretende superar o modernismo na medida em que se coloca mais integrado aos novos tempos. É dada a Ênfase na questão da diferença.
E é justamente neste contexto que Robert Venturi entra, pois ele tenta combater a monotonia dessa arquitetura univalente, buscando sempre valorizar a complexidade dos múltiplos contextos sociais. Além de recuperar os aspectos Kitsch de Las Vegas, integrando as formas de uma arquitetura banal aos cânones acadêmicos.



Com relação à semiologia e estruturalismo, pelo contexto histórico sabemos que estruturalismo é tudo aquilo que é encarado com o uma estrutura, o todo é mais que a soma das suas partes e é dada uma ênfase aos elementos estruturantes, para um estruturalista o seu objeto de estudo é visto como um sistema em transformação, as leis básicas do método estrutural são: definitiva conceituação de sua totalidade, saber quais leis regem as transformações dentro do sistema e quais os critérios de auto-regulamentação. Essa abordagem estruturalista Saussureana é expandida para vários campos de atuação, inclusive na arquitetura, sendo Venturi um dos seus principais expoentes.  Sendo a semiologia uma ciência que se dedica ao estudo dos signos e que a semiologia surgiu a partir do estruturalismo Saussureana, então,   é através da comunicação que o arquiteto estruturalista dialoga com o público e a noção de símbolo começa a abranger uma dimensão pública.
imagem da web.

Essa preponderância da mensagem leva a arquitetura a se aproximar da publicidade adquirindo mais uma função de persuasão. O símbolo fala para além do que é dito.
Mais uma vez Robert Venturi entra no contexto cultural da época e procura demonstrar como o espaço urbano, fragmentado em partes descontínuas, descobre um modo de interligação por meio dos sinais, é quando o símbolo domina o espaço. Com ele a própria materialidade dos edifícios é redefinida e segundo o próprio: “... a iconografia arquitetônica de hoje está ligada a arte e publicidade.” Não há mais ambiguidade tudo é explicitado.
Já no período designado como pós- estruturalista o método estrutural começa a ser flexibilizado e a abranger a cultura do século XX, o pós- modernismo arquitetônico já é um pós - estruturalismo e Venturi busca construir uma malha estrutural para a produção crítica da arquitetura. Essas estruturas manifestam-se de diversas formas na arquitetura e uma maneira própria do pós-estruturalismo de trabalhar a desconstrução, são as combinações dos pares binários (estrutura e decoração, abstração e figuração, figura e fundo, forma e função) e essa desconstrução tem presença assídua nos projetos de Venturi, um exemplo disso é a Casa Connecticut onde a parte central da casa que pela “lógica moderna” seria a sala, ele colocou a cozinha e a fachada principal não é a entrada da casa, mas sim os fundos.

CasaVanaVenturi - R, Venturi
imagem da web.

Relacionando o livro e seus autores, principalmente o Robert Venturi, com o contexto cultural da época podemos ver que o livro se encaixa em quase todas as correntes de pensamento e produção arquitetônica depois do modernismo, movimento do qual eles criticam, iniciando pelo movimento pós-moderno onde a máxima era a interligação de novos e antigos estilos, Venturi mostra que consegue fazer isso através de seu primeiro projeto a Casa de Vana Venturi, como por exemplo: onde ele usou a cumeeira como um dos pontos centrais do projeto. O estruturalismo e o pós-estruturalismo onde ele levou essa filosofia para o campo teórico da arquitetura bem como em alguns de seus projetos, exemplo disso é a Casa Connecticut. E também se insere no regionalismo crítico, pois enquanto essa corrente de pensamento tenta se opor ao deslocamento e a falta de significado da arquitetura moderna e usa forças contextuais para devolver-lhe um senso de lugar e significado o autor Robert Venturi também faz parte desta corrente de pensamento quando projeta a Casa em  Katonah em Nova York 1975, onde faz uma manipulação consciente de elementos vernáculos locais com técnicas projetuais modernas.

Então gente é isso, essa minha opinião foi galgada através das aulas de história, de um artigo que li do Renato Ortiz ( reflexões sobre a pós modernidade: o exemplo da arquitetura) e de uma postagem da revista A.U sobre o assunto. 

Beijo da Say e continuem acessando.
  

sábado, 30 de maio de 2015

Urbanismo - Revitalizando espaços urbanos - Projeto de uma praça !

Hoje irei compartilhar com vocês, o projeto urbanístico que desenvolvi este semestre na faculdade, trata-se de uma revitalização de uma travessa entre duas ruas do Conjunto Jereissate I na cidade de Maracanaú.
Atualmente o local encontra-se em estado deplorável, com invasão de terreno público por alguns moradores, sem pavimentação, sem iluminação adequada, lixo, mato e tudo de ruim que nós já conhecemos das nossa cidades brasileiras.
A ideia da professora era da gente trabalhar o paisagismo urbano unindo com a criação de bons espaços públicos. Então, quando comecei a projetar pensei primeiramente em como iria adequar uma boa vegetação ( nada de NIM) com o mobiliário e principalmente trabalhar um vegetação que desse sombra, para que o local fosse utilizado durante as 24h e não apenas "depois que o sol baixasse".  Daí fiz uma pesquisa dos tipos de arborização de médio porte adequada, visitei o Horto Municipal de Fortaleza e peguei as referências de plantas com a ajuda de um profissional de lá :)
Eu já tinha uma ideia dos tipos de plantas que queria, então foi mais fácil nortear a pesquisa.
Depois desenhei todo o mobiliário, busquei inspiração em desenhos urbanos de alguns países como Canadá e EUA ( gosto muito da forma como eles abordam o desenho de mobiliário urbano lá- muito criativo).
E ai surgiu o meu projeto, a planta de médio porte que escolhi foi um IPÊ AMARELO, eu já gostava muito dessa planta e quando o rapaz do Horto me disse que ela podia ser usada em espaço como praças por sua raiz ser pivotante, trate logo de coloca-lá no meu projeto, coloquei também uma ciclovia unindo as duas ruas, na parede próxima a ciclovia eu trabalhei um mobiliário onde podemos colocar propaganda de alguns comércios locais, desta forma quem quisesse colocar o nome de seu comércio teria que colaborar com a manutenção do local, no espaço entre essas propagandas será utilizados para que as crianças possam riscar, isso mesmo, seria uma parede com arte colaborativa.
Todo o restante do mobiliário eu fiz inserido uma vegetação para jardineira, criei um mobiliário mais interativo e diversificado, e em alguns que aderir um bicicletário, reservei um espaço para exercícios físicos e um para as crianças.
A passagem de carros e motos será evitada com essas bolas em concreto e o acesso de pedestres pode ser feito através das rampas e entre as bolas de concreto.
O material de todo mobiliário será em concreto e fixo no chão e a parede onde fica as lixeiras será trabalhada com grafite feito por artistas locais.
Então, vejam o resultado neste vídeo :)

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Beijo da Say e continuem acessando!



sábado, 23 de maio de 2015

Arquitetura - A origem do COBOGÓ!

Resolvi escrever este post para esclarecer de vez a dúvida de muitos estudantes e até mesmo equívocos de alguns profissionais com relação à origem e nominação de uma das peças construtivas mais utilizadas por nós brasileiros, O COBOGÓ.


Imagem: internet


Isso mesmo, o nome correto é Cobogó e não Combogó. 
Sabe por quê?
Porque os criados do Cobogó se chamam Amadeu Oliveira COimbra ( engenheiro português), Ernesto August BOeckman (engenheiro alemão) e Antônio de GOis ( engenheiro brasileiro), os criadores da técnica que permite a entrada de luz solar e ventilação na edificação.
E sabe onde foi criado? Aqui mesmo no Brasil, precisamente em Recife (PE) nos anos 20.

Imagem: internet


Mas a utilização dos elementos vazados não começou aqui no Brasil não, os portugueses difundiram muito o seu uso, mas foram os árabes que iniciaram a técnica de vazar elementos construtivos visando a entrada de luz solar e ao mesmo tempo uma certa privacidade, mas os árabes utilizavam os muxarabis, que são elementos vazados em madeira, consequentemente eles são mais frágeis que os cobogós.

Parque Eduardo Guinle, por Lúcio Costa, Rio de Janeiro, 1954.
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O primeiro uso do cobogó foi em um edifício público ( antiga Caixa D'água) no Alto da Sé em Olinda (PE), construído em 1934 projetado pelo arquiteto Luis Nunes.

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Beijo da Say e continuem  acessando!

sábado, 16 de maio de 2015

Frases da Say!

Uma das coisas que mais me intrigam é como a designação do termo Moderno ainda é forte nos dias atuais, sendo que nas disciplinas de História da Arquitetura, vimos que o movimento modernista aconteceu no período da década de 20 e no caso do Brasil, a partir de 1922 com a Semana de Arte Moderna em São Paulo, lembrou? Uibapuru, Tarsila, Movimento Antropofágico e etc
Pois bem, de lá pra cá já aconteceu muita coisa, como o Pós modernismo ( Robert Venturi), Desconstrutivismo ( Peter Eisenman), Hi-Tech (Renzo Piano) e outros e mesmo assim ainda tem profissionais que utiliza o termo " modernismo" para designar as atividades de arquitetura e design atuais, não sou uma teórica da arquitetura, mas de uma coisa tenho certeza, utilizar este termo está totalmente equivocado, por isso mais uma vez durante os meus devaneios me peguei pensando na frase abaixo e assim que pude vim aqui compartilhar com vocês. :)



Acredito também que por toda a filosofia que a arquitetura modernista trouxe para o Brasil, através da negação dos estilos europeus e trazendo uma identidade cultural forte, e por não ter se passado tanto tempo assim, afinal o último pilar do modernismo faleceu em 2012 né, algumas pessoas ainda se apegam à esse termo para designar o momento que estamos passando, o que talvez seja até compreensível.

Beijo da Say!.